Informações do Post - - Jonas Henrique - - 9 de março de 2018 | - 3:21 - - Home » » » » - - Sem Comentários

Livro “Das Neves às Nuvens – I Antologia das Mulheres do Cordel Sergipano” será lançado em março. Confira!

 

 

Foto: Fotografare Due Click Per Te

 

Março é o mês das mulheres, trata-se de um período onde lembramos as conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres, independente de divisões nacionais, étnicas, linguísticas, culturais, econômicas ou políticas e é neste clima que será lançado a obra “Das Neves às Nuvens – I Antologia das Mulheres do Cordel Sergipano”, que foi idealizada pela Academia Sergipana de Cordel (ASC)

O livro reuniu o trabalho de dezessete mulheres cordelistas de 15 a 86 anos de idade contando suas próprias histórias.

A Literatura de Cordel com certeza é uma das maiores expressões da arte popular no Brasil, uma tradição que é passada de geração a geração, um dos maiores gêneros literários do Brasil, tanto por sua importância histórica e cultural como também social, pois a literatura de cordel por muito tempo foi o principal meio de comunicação e entretenimento para os nordestinos durante décadas, e para ele foram transcritas muitas histórias verídicas de fatos e acontecimentos que poderiam ter se perdido com o passar do tempo. Maria das Neves escreveu seu primeiro folheto em 1938, porém a assinatura foi para o nome de Altino Alagoano, seu esposo, por conta das limitações (proibições) de acesso que as mulheres sofriam em escrever ou ler cordel.

A Antologia das Mulheres do Cordel Sergipano tem como referência, a trajetória de Maria das Neves Batista Pimentel, primeira mulher cordelista que se tem notícia. O título “Das Neves às Nuvens” traça um caminho desde a pioneira até a valorização que as cordelistas desejam e lutam para alcançar.

Arte da Capa: Vitrine Soluções Gráficas

O livro tem a imagem de uma margarida na capa em homenagem a Margarida Maria Alves, uma sindicalista e defensora dos direitos humanos brasileira. Durante o período em que esteve à frente do sindicato local de sua cidade, foi responsável por mais de cem ações trabalhistas na justiça do trabalho regional, tendo sido a primeira mulher a lutar pelos direitos trabalhistas no estado da Paraíba durante a ditadura militar. A sindicalista foi assassinada por um matador de aluguel na porta de sua casa em agosto de 1983, o crime ganhou repercussão nacional e internacional e Margarida se tornou um símbolo na luta pelos direitos dos trabalhadores rurais no Brasil.

Uma construção coletiva e cheia se significados, a obra escrita em forma de cordel será publicada pela Editora Brasil Casual e o seu lançamento acontecerá no dia 22 de março, às 19h, no Clube da Caixa, em Aracaju/SE.

 

*Com a colaboração de Izabel Nascimento




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