Informações do Post - - Jonas Henrique - - 21 de janeiro de 2019 | - 6:36 - - Home » » - - Sem Comentários

Livro da Semana: O Retrato de Dorian Gray

Capa do livro

 

O Livro da Semana é uma das obras mais polêmicas da literatura mundial, O Retrato de Dorian Gray  é um romance filosófico do escritor e dramaturgo Oscar Wilde. Publicado pela primeira vez como uma história periódica em julho de 1890 na revista mensal Lippincott’s Monthly Magazine. A versão periódica causou espanto no editores que resolveram censurar partes do texto, porém mesmo com muitos trechos removidos as publicações ofenderam a sensibilidade moral dos críticos literários britânicos, alguns dos quais disseram que Oscar Wilde merecia ser acusado de violar as leis que protegiam a moralidade pública. Em resposta, Wilde defendeu agressivamente seu romance e arte em correspondência com a imprensa britânica.

O único romance escrito por Wilde, O Retrato de Dorian Gray existe em duas versões, a edição de revista de 1890 e a edição do livro de 1891, da história que ele havia submetido para a publicação periódica na revista mensal, atualmente o livro é considerado por muitos críticos como uma obra-prima da literatura britânica, Oscar Wilde trata da arte, da vaidade e das manipulações humanas, em seu único romance o autor trouxe à tona assuntos ligados ao comportamento humano e apresentou a história da corrupção moral por meio de esteticismo.

Sinopse

Um clássico da era vitoriana sobre a relação entre a aparência e a virtude, a vida pública e a esfera privada, O retrato de Dorian Gray é também uma alegoria sobre o desejo da juventude eterna.

Em 1891, quando foi publicado em sua versão final, O retrato de Dorian Gray foi recebido com escândalo, e provocou um intenso debate sobre o papel da arte em relação à moralidade. Alguns anos mais tarde, o livro foi inclusive usado contra o próprio autor em processos judiciais, como evidência de que ele possuía “uma certa tendência” – no caso, a homossexualidade, motivo pelo qual acabou condenado a dois anos de prisão por atentado ao pudor.

Mais de cem anos depois, porém, o único romance de Oscar Wilde continua sendo lido e debatido no mundo inteiro, e por questões que vão muito além do moralismo do fim do período vitoriano na Inglaterra, definida por um dos personagens do livro como “a terra natal da hipocrisia”. Seu tema central – um personagem que leva uma vida dupla, mantendo uma aparência de virtude enquanto se entrega ao hedonismo mais extremado – tem apelo atemporal e universal, e sua trama se vale de alguns dos traços que notabilizaram a melhor literatura de sua época, como a presença de elementos fantásticos e de grandes reflexões filosóficas, além do senso de humor sagaz e do sarcasmo implacável característicos de Wilde.

Fonte: Site da editora

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