Informações do Post - - Jonas Henrique - - 29 de janeiro de 2018 | - 7:11 - - Home » » » - - Sem Comentários

Livro da Semana: Morte e Vida Severina

capa do livro

Nossa dica de leitura desta semana é uma das grandes obras primas da literatura brasileira, um livro que em sua época levou aos leitores uma das mais profundas criticas sociais sobre a dura e sofrida vida dos nordestinos na década de 50 e que hoje serve como um referencial história de grande importância, estamos falando de Morte e Vida Severina, uma das obras mais conhecidas do escritor pernambucano João Cabral de Melo Neto (1920 – 1999). A obra poética de João Cabral, vai de uma tendência surrealista até a poesia popular, porém caracterizada pelo rigor estético, com poemas avessos a confessionalismos e marcados pelo uso de rimas toantes, inaugurou uma nova forma de fazer poesia no Brasil. É considerado o maior poeta de língua portuguesa por escritores como Mia Couto.

Neste livro que indicamos há a coletânea de poemas – O Rio (1953), Morte e Vida Severina (1954-55), Paisagens com Figuras (1955) e Uma Faca sem Lâmina (1955) – de João Cabral de Melo Neto publicados na década de 1950. Para Cabral, esta década foi crucial para a consolidação da linguagem que viria a refinar nos anos seguintes. No poema O Rio, Cabral trata do rio Capibaribe e de seu povo, só que, desta vez, sob uma ótica mais documental e narrativa. Já Morte e vida Severina, publicado pela primeira vez em 1956, é a obra mais popular e social do poeta. Retrata a fuga da seca de retirantes que seguem o curso do rio Capibaribe. Encenada dez anos depois de sua publicação, com música de Chico Buarque, recebeu diversos prêmios, como o do Festival de Nancy, na França. Em Paisagens com Figuras (1955), o poeta mescla, nos poemas, descrições das paisagens de Pernambuco e da Espanha. Por fim, em Uma Faca sem Lâmina (1955), obra densa e excepcional, Cabral remete a um tema que lhe é caro: a composição poética.



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