Informações do Post - - Jonas Henrique - - 6 de Fevereiro de 2018 | - 8:46 - - Home » » - - Sem Comentários

Livro da Semana: Madame Bovary

Capa do livro

Aproveitando que o filme Madame Bovary (2014) está estreando esta semana no catálogo da Netflix, decidimos escolher como dica de leitura da semana o livro homônimo escrito por Gustave Flaubert . O livro “Romance Dos Romances “, Madame Bovary é considerado pioneiro dentre os romances realistas; não somente, o livro tornou-se famoso por sua originalidade, o qual posteriormente levou a cunhagem do termo de psicologia bovarismo, Madame Bovaryem referência as características psicológicas da protagonista da obra. Quando o livro foi lançado, houve na França um grande interesse pelo romance, pois levou seu autor a julgamento.

Sinopse

Considerado por muitos críticos e estudiosos como a maior realização do romance ocidental, ‘Madame Bovary’ trata da desesperança e do desespero de uma mulher que, sonhadora, se vê presa em um casamento insípido, com um marido de personalidade fraca, em uma cidade do interior. Publicado originalmente em capítulos de jornal, em 1856, o romance mostra o crescente declínio da vida – interna e externa – de Emma Bovary, que figura na literatura ocidental no mesmo degrau que Dom Quixote, o personagem de Cervantes. Ambos não se conformam com a realidade em que vivem e tanto o cavaleiro da triste figura quanto a desolada dona-de-casa oscilam entre o status de herói e de anti-herói.

Madame Bovary é sem dúvida a obra-prima de Gustave Flaubert (1821-1880), escritor francês que como nenhum outro na literatura ocidental levou o estilo à perfeição, reescrevendo inúmeras vezes o texto e procurando, como um artesão, o melhor encaixe das palavras. Flaubert identificou-se de tal forma com a sua protagonista que declarou: ‘Madame Bovary, c’est moi’ (Madame Bovary é eu). Na sua maior obra, o escritor atingiu um grau de penetração dentro da mente da personagem principal como nunca ocorrera até então e abriu caminho para as aventuras psicológicas dos modernistas como Virginia Woolf, Marcel Proust, Clarice Lispector e James Joyce. Não por coincidência, Proust considerava Flaubert como um escritor de ruptura, por ter dado sentido e substância ao romance de análise psicológica.

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