Informações do Post - - Jonas Henrique - - 1 de setembro de 2017 | - 9:09 - - Home » - - 5 Comentários

Cinco livros que falam de figuras históricas do Brasil

O Brasil é repleto de personagens que marcaram a nossa história, homens e mulheres que realizaram grandes feitos e que por muita das vezes conhecemos o seus nomes e seus principais feitos, mas não sabemos de um modo mais aprofundado sobre suas vidas, sobre as dificuldades e a realidade que enfrentaram em suas épocas. Se você gosta de história tenho certeza que vai gostar dessa lista.

D. Leopoldina – A História Não Contada – A Mulher Que Arquitetou A Independência do Brasil

Conhecida no imaginário brasileiro como o vértice frágil do mais célebre triângulo amoroso da história do Brasil, A Imperatriz D. Leopoldina sofreu diante do escândalo que foi o relacionamento do marido com Domitila de Castro, a futura marquesa de Santos. Mas sua trajetória revela muito mais do que a mulher traída à luz do dia. Nascida na Áustria, culta e refinada, ela deixou a Europa em 1817 para uma aventura transatlântica e se tornou uma estrategista política fundamental no processo de Independência. A biografia de Leopoldina, no entanto, ainda parece distante da maioria do povo brasileiro. Sua figura complexa e carismática, sua vida intensa e breve, sua combinação de temores e coragem, força e fragilidade, são nuances reveladas e descritas pelo escritor e pesquisador Paulo Rezzutti nesta história não contada. O livro inclui ainda um caderno de imagens inéditas e parte de documentos originais para relatar as reflexões, crenças e angústias da primeira imperatriz do Brasil.

 


Xica da Silva – A Cinderela Negra

Xica da Silva já teve sua história transformada em filme, novela e livros, uma das personagens mais marcantes da historia do Brasil.  A biografia da escrava que se tornou a senhora mais poderosa das minas de diamante. O canto dos escravos dá o tom nesta obra e nos transporta para o Brasil do século 18: uma realidade de fidalgos e pés-rapados, de cantos africanos e rezas católicas, um quadro vivo e riquíssimo de detalhes do violento ciclo do diamante, por meio do qual Ana Miranda reconstrói a biografia de uma personagem que nos fascina há gerações. Com narrativa colorida e vibrante, a autora revela as facetas e interpretações por trás da figura de Xica da Silva: da sedutora, capaz de dominar os homens com astúcia e sensualidade, à concubina amorosa, fiel ao marido e dedicada aos filhos, passando pelo papel de mecenas do Tijuco, de dona de cem escravos e administradora da maior riqueza de seu tempo. Uma mulher vitoriosa, revolucionária mesmo para os dias de hoje, irreverente e mandona, que superou com majestade a sua condição de escravizada, criando a lenda de uma Cinderela Negra.
Maria Quitéria – A Joana D’arc Brasileira
Em seu 51° livro, Monica Buonfiglio resgata a história da Patrona do Exército Brasileiro, Maria Quitéria de Jesus, nossa heroína da Independência, que se destacou como soldado para livrar o Brasil do jugo português. Para tal façanha, já que o pai a havia proibido de ir à guerra, transformou-se no “soldado Medeiros”, entrando para o Regimento da Artilharia do Batalhão dos Periquitos.
Provavelmente Guimarães Rosa se inspirou em Maria Quitéria para escrever o personagem Diadorim, em seu livro, Grande Sertão: Veredas (1956).
Maria Quitéria não apenas lutou bravamente na Guerra da Independência, mas buscou, com sua participação, a igualdade das mulheres na sociedade.
Atuou com destaque em várias batalhas, entre elas, na defesa da ilha da Maré, de Conceição, Pituba e Itapoã para a decisiva luta na Batalha de Pirajá onde finalmente o Brasil se libertou da presença portuguesa em 2 de julho de 1823, dia esse comemorado como Independência da Bahia. Com honras de 1° cadete, foi recebida pelo imperador D. Pedro 1° que a condecorou com a Imperial Ordem do Cruzeiro, por sua bravura frente às tropas inimigas.
Recebeu também os títulos de Heroína da Independência do Brasil, Cadete da Independência, Joana d’Arc brasileira, além de ser a Patrono do Quadro Complementar de Oficiais do Exército.
O Livro de Tiradentes
O Recueil des Loix Constitutives des États-Unis de l’Amérique (ou o “Livro de Tiradentes”, como passou a ser conhecido nas Minas) é a coletânea dos documentos constitucionais fundadores dos Estados Unidos da América: a Declaração de Independência, uma primeira redação dos Artigos de Confederação, um censo das colônias inglesas de 1775 e outros termos acessórios, como a Constituição de seis dos treze estados confederados.
Mas o Recueil é muito mais que isso: protagonista de uma história que envolve o Brasil, a América do Norte, a Europa e suas relações recíprocas entre 1776-8 e 1789-92, a coletânea de leis foi o principal veículo de informações sobre o republicanismo norte-
-americano para os conjurados mineiros, os quais passavam de mão em mão duas edições que chegaram por vias tortuosas à porção insurgente da colônia portuguesa nas Américas.
Enriquecido com textos do coordenador, dos organizadores e ainda das professoras Heloísa Murgel Starling e Júnia Ferreira Furtado, este volume elucida o documento analisado e seus contextos — como o incrível percurso do livro até as Minas e os contatos dos conjurados com Thomas Jefferson — e é uma viagem por essa verdadeira história atlântica de transmissão de ideias políticas, leitura essencial para a compreensão da Conjura Mineira e suas relações com o pensamento da Ilustração.
D. Pedro – A História Não Contada – O Homem Revelado Por Cartas e Documentos Inéditos
O primeiro imperador do Brasil foi um personagem que entrou nos livros de história, e no imaginário do brasileiro, cercado por uma aura a um só tempo caricatural e enigmática. Muito se fala do grito às margens do Ipiranga, da sexualidade exacerbada e do jeito impaciente que lhe rendeu a pecha de monarca difícil e de pouco tato político. Mas quase duzentos anos depois de sua morte, pouco ainda se sabe do homem de personalidade complexa que se dispunha a morrer por uma causa; do pai que queria para os filhos a educação que reconhecia falhar em si próprio; do governante que foi protagonista na transição do absolutismo ao liberalismo e ao regime constitucional no Brasil. Foi para preencher as inúmeras lacunas sobre nosso primeiro imperador que este livro foi escrito. Eis, enfim, a história não contada de d. Pedro. Ao morrer, d. Pedro deixou para as futuras gerações de brasileiros uma difícil tarefa: entender as muitas contradições da sua vida e extrair das suas memórias uma imagem fiel de sua personalidade, suas ideias, angústias e ambições. Até hoje, esta tarefa não havia sido bem cumprida. Em meio a um emaranhado de especulações e distorções históricas, restava ainda a interrogação :quem foi o primeiro imperador do Brasil? Foi para responder a essa pergunta que Paulo Rezzutti recorreu a uma ampla gama de fontes primárias e documentos originais que revelam uma miríade de facetas desconhecidas de d. Pedro, e que lhe deram acesso à história não contada do nosso primeiro monarca – esta que agora você tem em mãos. Em lugar da caricatura que tomou conta do imaginário nacional, o autor nos apresenta o homem por trás do imperador, com todas as contradições e riqueza de personalidade que o transformam em um dos personagens mais interessantes da nossa história – um homem que, para além das muitas amantes, dos filhos ilegítimos e da fama de turrão, nos deixou como legado uma história de sacrifícios em prol da unidade nacional; um homem repleto de defeitos morais e contradições políticas, mas que esteve ligado a grandes passagens da história do liberalismo mundial, e que, acima de tudo, viveu uma vida intensa e repleta de humanidade.



Bônus – Chica da Silva – Romance de Uma Vida

São muitos os motivos que tornam Chica da Silva, mulher distante de estereótipos, tão relevante até os dias de hoje. Sem nenhum talento para queixar-se ou chorar pelos cantos, fosse qual fosse a dificuldade, ela seguia em frente, altiva. Não se deixava derrubar nem demonstrava sofrimento, por mais que se sentisse massacrada ou esmagada por dentro. Sua missão foi sempre viver da melhor forma, de cabeça erguida, enfrentando o que fosse necessário, e principalmente acreditando em si mesma. Era toda feita de autoestima. Viver à luz de exemplos como o de Chica da Silva é a nossa missão. Lutar pelo amor, pelo respeito, pelo direito de sonhar. Lutar contra a servidão e o comodismo. Lutar pelo direito ao amor, em todas as suas nuances. Com a coragem capaz de inspirar homens e mulheres do século XXI, como eu, como você, como todas as pessoas que nos cercam.

5 respostas para “Cinco livros que falam de figuras históricas do Brasil”

  1. Tais Burigo disse:

    Oi tudo bem?
    Vou te confessar que as únicas coisas que li sobre a história do Brasil eram o que estavam presentes nos livros da escola haha, pretendo mudar isso e esses livros são uma ótima dica.

    Beijos

  2. Nossa eu precisava ler todos estes livros, rs. Sou péssima em relação as histórias do nosso país e do mundo rs. Dicas anotadas

    Beijos

  3. Luca Creido disse:

    Muito legal revisitar nossa história. Mas acho q vai ter que sair outro livro, para explicar o motivo de haver Chica e Xica da Silva.

  4. Thayama Matos disse:

    Ai, com tantas indicações maravilhosas, fica até difícil escolher por onde começar, hahaha. Gostei bastante das dicas, é muito bom lermos livros que abordem a história de personagens importantes da NOSSA própria história né? Arrasou no post, parabéns!

  5. Confesso que quando o assunto é a história do nosso país eu não sei nada além do que me foi ensinado durante meu tempo na escola. Porém um dia irei procurar saber mais, então anotei suas dicas. Beijos

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