Informações do Post - - Jonas Henrique - - 3 de março de 2018 | - 11:24 - - Home » » - - Sem Comentários

5 livros com personagens femininas marcantes

Como todos já devem saber, no mês de março é comemorado o dia das mulheres e pensando nesta data separamos uma lista com cinco livros que contém personagens femininas marcantes, mas antes de irmos a nosso lista vamos conhecer um pouco de como surgiu essa data comemorativa.

 A ideia de criar o Dia da Mulher surgiu no final do século XIX e início do século XX nos Estados Unidos e na Europa, no contexto das lutas femininas por melhores condições de vida e trabalho, e pelo direito de voto. Em 26 de agosto de 1910, durante a Segunda Conferência Internacional das Mulheres Socialistas em Copenhaga, a líder socialista alemã Clara Zetkin propôs a instituição de uma celebração anual das lutas por direitos das mulheres trabalhadoras. Após um longo período de muitas lutas e protestos nos quais as mulheres estavam empenhadas a conquistar seu espaço e sua independência, o ano de 1975 foi designado pela ONU como o Ano Internacional da Mulher e o dia 8 de março foi adotado como o Dia Internacional da Mulher pelas Nações Unidas, tendo como objetivo lembrar as conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres, independente de divisões nacionais, étnicas, linguísticas, culturais, econômicas ou políticas.

Depois deste breve relato de como surgiu o dia das mulheres, vamos a nossa lista repleta de personagens femininas pra lá de fortes e marcantes!

1 – Eu sou Malala – Malala Yousafzai e Christina Lamb

Capa do livro

Quando o Talibã tomou controle do vale do Swat, uma menina levantou a voz. Malala Yousafzai recusou-se a permanecer em silêncio e lutou pelo seu direito à educação. Mas em 9 de outubro de 2012, uma terça-feira, ela quase pagou o preço com a vida. Malala foi atingida na cabeça por um tiro à queima-roupa dentro do ônibus no qual voltava da escola. Poucos acreditaram que ela sobreviveria. Mas a recuperação milagrosa de Malala a levou em uma viagem extraordinária de um vale remoto no norte do Paquistão para as salas das Nações Unidas em Nova York. Aos dezesseis anos, ela se tornou um símbolo global de protesto pacífico e a candidata mais jovem da história a receber o Prêmio Nobel da Paz. Eu sou Malala é a história de uma família exilada pelo terrorismo global, da luta pelo direito à educação feminina e dos obstáculos à valorização da mulher em uma sociedade que valoriza filhos homens. O livro acompanha a infância da garota no Paquistão, os primeiros anos de vida escolar, as asperezas da vida numa região marcada pela desigualdade social, as belezas do deserto e as trevas da vida sob o Talibã. Escrito em parceria com a jornalista britânica Christina Lamb, este livro é uma janela para a singularidade poderosa de uma menina cheia de brio e talento, mas também para um universo religioso e cultural cheio de interdições e particularidades, muitas vezes incompreendido pelo Ocidente.

2 – Resistência – A História de uma Mulher que Desafiou Hitler – Agnès Humbert

Capa do livro

No verão de 1940, quando a ocupação nazista na França se tornou irremediável, a vida da historiadora de arte Agnes Humbert tomou um rumo surpreendente. Inconformada com a dominação nazista, movida por uma coragem ímpar e com o apoio de seus colegas do Museu do Homem em Paris, Agnès fundou um dos primeiros grupos da Resistência francesa. Durante quase um ano, ela e seus companheiros redigiram, imprimiram e distribuíram o jornal Résistance, além de panfletos e outros textos contra o governo de Vichy.

A rede de rebeldes do Museu do Homem, improvável porém eficiente, conquistaria um lugar de trágico destaque na história da Segunda Guerra Mundial. Em 1941, muitos dos seus membros, incluindo o carismático líder Boris Vildé e a própria Agnès, foram traídos por um espião e entregues à Gestapo. Presos, sete dos homens foram condenados à morte e executados por um pelotão de fuzilamento. As mulheres foram deportadas para a Alemanha como trabalhadoras escravas.

Em ‘Resistência’, esses eventos são descritos com um imediatismo pulsante, que percorre cada página do diário secreto de Agnès, publicado inicialmente na França em 1946 e depois esquecido. Até a sua captura, nos primeiros meses de 1941, Agnès registrou os fatos dia após dia, e suas anotações nos permitem acompanhar cada passo dos primórdios da Resistência. Feita prisioneira, ela não tinha mais como escrever em seu diário. Contudo, ao ser libertada em 1945, dedicou-se a repassar os fatos em sua memória para registrá-los ainda no calor dos acontecimentos.
Com humor, inteligência e ironia, Agnès constrói uma narrativa única, um ponto de vista original sobre esse período obscuro e dramático do século XX. A delicadeza de suas observações cativa o leitor. Apesar de fisicamente debilitada e espiritualmente exausta, ela ainda é capaz de se preocupar com a saúde da mãe e a situação dos filhos. Quando seu filho Pierre a visita na prisão de Fresnes, Agnès se ressente da degradação daquele momento e lamenta consigo mesma por não poder evitar que ele tome parte naquele teatro do absurdo.

Recusando-se, inclusive nos dias mais duros, a ceder e a abandonar sua compaixão, Agnès revela aos poucos, com habilidade e um toque de sarcasmo, a profundidade de seu ultraje e de suas convicções. Escrito com o vigor dos eventos recém-vividos, Resistência é o testemunho do espírito indomável de uma mulher, e um tributo eloquente ao sacrifício e à coragem dos seus camaradas que não sobreviveram.

3 – O Diário de Anne Frank

Capa do livro

O depoimento da pequena Anne Frank, morta pelos nazistas após passar anos escondida no sótão de uma casa em Amsterdã, ainda hoje emociona leitores no mundo inteiro. Seu diário narra os sentimentos, os medos e as pequenas alegrias de uma menina judia que, como sua família, lutou em vão para sobreviver ao Holocausto. Lançado em 1947, O diário de Anne Frank tornou-se um dos livros mais lidos do mundo. O relato tocante e impressionante das atrocidades e dos horrores cometidos contra os judeus faz deste livro um precioso documento e uma das obras mais importantes do século XX.

4 – Maria Quitéria – Monica Buonfiglio

Capa do livro

Em seu 51° livro, Monica Buonfiglio resgata a história da Patrona do Exército Brasileiro, Maria Quitéria de Jesus, nossa heroína da Independência, que se destacou como soldado para livrar o Brasil do jugo português. Para tal façanha, já que o pai a havia proibido de ir à guerra, transformou-se no “soldado Medeiros”, entrando para o Regimento da Artilharia do Batalhão dos Periquitos.
Provavelmente Guimarães Rosa se inspirou em Maria Quitéria para escrever o personagem Diadorim, em seu livro, Grande Sertão: Veredas (1956).  Maria Quitéria não apenas lutou bravamente na Guerra da Independência, mas buscou, com sua participação, a igualdade das mulheres na sociedade.

Atuou com destaque em várias batalhas, entre elas, na defesa da ilha da Maré, de Conceição, Pituba e Itapoã para a decisiva luta na Batalha de Pirajá onde finalmente o Brasil se libertou da presença portuguesa em 2 de julho de 1823, dia esse comemorado como Independência da Bahia. Com honras de 1° cadete, foi recebida pelo imperador D. Pedro 1° que a condecorou com a Imperial Ordem do Cruzeiro, por sua bravura frente às tropas inimigas.

Recebeu também os títulos de Heroína da Independência do Brasil, Cadete da Independência, Joana d’Arc brasileira, além de ser a Patrono do Quadro Complementar de Oficiais do Exército.

5 – A Cor Púrpura  – Alice Walker

Capa do livro

Um dos mais importantes títulos de toda a história da literatura, inspiração para a aclamada obra cinematográfica homônima dirigida por Steven Spielberg, o romance A cor púrpura retrata a dura vida de Celie, uma mulher negra no sul dos Estados Unidos da primeira metade do século XX. Pobre e praticamente analfabeta, Celie foi abusada, física e psicologicamente, desde a infância pelo padrasto e depois pelo marido. Um universo delicado, no entanto, é construído a partir das cartas que Celie escreve e das experiências de amizade e amor, sobretudo com a inesquecível Shug Avery. Apesar da dramaticidade de seu enredo, A cor púrpura se mostra extremamente atual e nos faz refletir sobre as relações de amor, ódio e poder, em uma sociedade ainda marcada pelas desigualdades de gêneros, etnias e classes sociais. A Cor Púrpura é um romance feminista sobre a força e dignidade do espírito humano.

 

*Com informações dos sites das editoras




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