Informações do Post - - Jonas Henrique - - 28 de fevereiro de 2018 | - 3:19 - - Home » » » - - 6 Comentários

10 clássicos da literatura brasileira que você precisa ler

Vamos começar esta publicação deixando bem claro que essas indicações são para aqueles que realmente estão familiarizados com o mundo da leitura, se você esta começando a conhecer o universo do livros estas indicações não são as mais apropriadas, pois para quem está começando o ideal e procurar por leituras que te agradem e sejam do seu gosto. Digo isso porque vários dos livros que serão descritos nesta matéria possuem um texto mais complexo o que pode tornar a leitura um pouco “entediante”, porém, é uma ótima indicação para quem já tem familiaridade com este universo e que esta a procura de livros de autores que trouxeram inovações no campo da literatura brasileira e perfeito para aqueles que estão em busca de um texto literário que explore a linguagem conotativa, poética e que possam lhes proporcionar um maior enriquecimento de seu vocabulário. São histórias marcantes, narrativas surpreendentes que vão oo entreter e ao mesmo tempo os ensinar.  Sem mais delongas, vamos a nossa lista:

1 –  Vidas Secas – Graciliano Ramos 

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Vidas Secas é o quarto romance do escritor brasileiro Graciliano Ramos, escrito entre 1937 e 1938, publicado originalmente em 1938 pela editora José Olympio. As ilustrações na primeira edição foram feitas pelo artista plástico Aldemir Martins. O livro vendeu 10 milhões de cópias e foi traduzido para 3 idiomas. No Brasil, chegou a vender aproximadamente 7 milhões de cópias.

 O que impulsiona os personagens é a seca, áspera e cruel, e paradoxalmente a ligação telúrica, afetiva, que expõe naqueles seres em retirada, à procura de meios de sobrevivência e um futuro.
Apesar desse sentimento de transbordante solidariedade e compaixão com que a narrativa acompanha a miúda saga do vaqueiro Fabiano e sua gente, o autor contou: “Procurei auscultar a alma do ser rude e quase primitivo que mora na zona mais recuada do sertão… os meus personagens são quase selvagens… pesquisa que os escritores regionalistas não fazem e nem mesmo podem fazer …porque comumente não são familiares com o ambiente que descrevem…Fiz o livrinho sem paisagens, sem diálogos. E sem amor. A minha gente, quase muda, vive numa casa velha de fazenda. As pessoas adultas, preocupadas com o estômago, não tem tempo de abraçar-se. Até a cachorra [Baleia] é uma criatura decente, porque na vizinhança não existem galãs caninos”.

Vidas Secas é o livro em que Graciliano, visto como antipoético e anti-sonhador por excelência, consegue atingir, com o rigor do texto que tanto prezava, um estado maior de poesia.

2 – Morte e Vida Severina – João Cabral de Melo Neto 

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Morte e Vida Severina é um livro de poema regionalista e modernista do escritor brasileiro João Cabral de Melo Neto, escrito entre 1954 e 1955 e publicado em 1955.

Coletânea de poemas – ‘O rio’ (1953), ‘Morte e Vida Severina’ (1954-55), ‘Paisagens com Figuras’ (1955) e ‘Uma Faca sem Lâmina’ (1955) – de João Cabral de Melo Neto publicados na década de 1950. Para Cabral, esta década foi crucial para a consolidação da linguagem que viria a refinar nos anos seguintes. No poema ‘O Rio’, Cabral trata do rio Capibaribe e de seu povo, só que, desta vez, sob uma ótica mais documental e narrativa. Já ‘Morte e vida severina’, publicado pela primeira vez em 1956, retrata a fuga da seca de retirantes que seguem o curso do rio Capibaribe. Em ‘Paisagens com Figuras’ (1955), o poeta mescla, descrições das paisagens de Pernambuco e da Espanha. Por fim, em ‘Uma Faca sem Lâmina’ (1955), Cabral remete a um tema que lhe é caro – a composição poética.

3 – Memórias Póstumas de Brás Cubas – Machado de Assis 

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Em 1881, Machado de Assis lançou aquele que seria um divisor de águas não só em sua obra, mas na literatura brasileira: Memórias póstumas de Brás Cubas. Ao mesmo tempo em que marca a fase mais madura do autor, o livro é considerado a transição do romantismo para o realismo. Num primeiro momento, a prosa fragmentária e livre de Memórias póstumas, misturando elegância e abuso, refinamento e humor negro, causou estranheza, inclusive entre a crítica. Com o tempo, no entanto, o defunto autor que dedica sua obra ao verme que primeiro roeu as frias carnes de seu cadáver tornou-se um dos personagens mais populares da nossa literatura. Sua história, uma celebração do nada que foi sua vida, foi transformada em filmes, peças e HQs, e teve incontáveis edições no Brasil e no mundo, conquistando admiradores que vão de Susan Sontag a Woody Allen. Esta edição reproduz o prólogo do próprio autor à terceira edição do livro, em que ele responde às dúvidas dos primeiros leitores. Traz ainda prefácio e notas de Marta de Senna, cocriadora e editora da revista eletrônica Machado de Assis em Linha, e Marcelo Diego, pesquisador da obra de Machado na Universidade Princeton.

4- A Paixão Segundo G.H. – Clarice Lispector 

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Romance original, desprovido das características próprias do gênero, A paixão segundo G.H. conta, através de um enredo banal, o pensar e o sentir de G.H., a protagonista-narradora que despede a empregada doméstica e decide fazer uma limpeza geral no quarto de serviço, que ela supõe imundo e repleto de inutilidades.

Após recuperar-se da frustração de ter encontrado um quarto limpo e arrumado, G.H. depara-se com uma barata na porta do armário. Depois do susto, ela esmaga o inseto e decide provar seu interior branco, processando-se, então, uma revelação.

G.H. sai de sua rotina civilizada e lança-se para fora do humano, reconstruindo-se a partir desse episódio. A protagonista vê sua condição de dona de casa e mãe como uma selvagem. Clarice escreve: “Provação significa que a vida está me provando. Mas provação significa também que estou provando. E provar pode ser transformar numa sede cada vez mais insaciável.”

A paixão segundo G.H., como os demais títulos de Clarice Lispector relançados pela Rocco, recebeu novo tratamento gráfico e passou por rigorosa revisão de texto, feita pela especialista em crítica textual Marlene Gomes Mendes, baseada em sua primeira edição.

5 – O Quinze – Rachel Queiroz

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O Quinze é o primeiro e mais popular romance de Rachel de Queiroz, publicado em 1930. O título se refere a grande seca de 1915, vivida pela escritora em sua infância.

Ao narrar as histórias de Conceição, Vicente e a saga do vaqueiro Chico Bento e sua família, Rachel expõe de maneira única e original o drama causado pela história seca de 1915, que assolou o Nordeste brasileiro, sem perder de vista os dilemas humanos universais, que fazem desse livro um clássico de nossa literatura.




6- O Grande Sertão: Veredas – João Guimarães Rosa 

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Grande Sertão: Veredas é um livro de João Guimarães Rosa escrito em 1956. Pensado inicialmente como uma das novelas do livro Corpo de Baile, lançado nesse mesmo ano de 1956, cresceu, ganhou autonomia e tornou-se um dos mais importantes livros da literatura brasileira e da literatura lusófona.

Nesta obra, o autor utiliza da linguagem própria do sertão para que Riobaldo conte sua história. Rosa busca apresentar a vida dos personagens de seu próprio ponto de vista, narrando a vida de jagunço com suas características – o amor, a morte, o sofrimento, o ódio e a alegria.

7 – Dom Casmurro – Machado de Assis 

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Dom Casmurro é um romance escrito por Machado de Assis, publicado em 1899 pela Livraria Garnier. Escrito para publicação em livro, o que ocorreu em 1900 – embora com data do ano anterior, ao contrário de Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881) e Quincas Borba (1891), escritos antes em folhetins –, é considerado o terceiro romance da “trilogia realista” de Machado de Assis, ao lado desses outros dois

Bentinho e Capitu são criados juntos e se apaixonam na adolescência. Mas a mãe dele, por força de uma promessa, decide enviá-lo ao seminário para que se torne padre. Lá o garoto conhece Escobar, de quem fica amigo íntimo. Algum tempo depois, tanto um como outro deixam a vida eclesiástica e se casam. Escobar com Sancha, e Bentinho com Capitu. Os dois casais vivem tranquilamente até a morte de Escobar, quando Bentinho começa a desconfiar da fidelidade de sua esposa e percebe a assombrosa semelhança do filho Ezequiel com o ex-companheiro de seminário.

8 – Triste Fim de Policarpo Quaresma – Lima Barreto

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Triste Fim de Policarpo Quaresma é um romance do pré-modernismo brasileiro e considerado por alguns o principal representante desse movimento.Escrito por Lima Barreto, foi levado a público pela primeira vez em folhetins, publicados, entre agosto e outubro de 1911, na edição da tarde do Jornal do Commercio do Rio de Janeiro. Em 1915, também no Rio de Janeiro, a obra foi pela primeira vez impressa em livro, em edição do autor.

Este livro comprova a incompetência dos políticos brasileiros através dos tempos, o que lhe dá uma atualidade surpreendente e um caráter profético ao seu autor.
Clássico da literatura brasileira, Triste fim de Policarpo Quaresma denuncia os males da sociedade brasileira da época (!): a burocracia das repartições públicas, o clientelismo, a bajulação, a injustiça social, o problema da terra, etc. Neste enredo surge um D. Quixote nacional, o Major Policarpo Quaresma. Visionário e patriota, o personagem encarna a luta pela grandeza do país. Um motivo mais do que suficiente para acabar muito mal…
Afonso Henriques de Lima Barreto (1881-1922) nasceu no Rio de Janeiro. Mulato de origem humilde, iniciou em 1905 sua carreira jornalística. Embora não tenha sido reconhecido no seu tempo, tornou-se um clássico da literatura brasileira pela prosa envolvente, humor, realismo e generosa capacidade de expressar os problemas do povo. Escreveu, entre outros livros: Recordações do Escrivão Isaías CaminhaOs Bruzundangas e Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá.

9 – O Guarani – José de Alencar 

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O Guarani (originalmente: O Guarany – Romance Brasileiro) é um romance escrito por José de Alencar, desenvolvido em princípio em folhetim. No dia 1 de janeiro 1857 é publicado o capítulo inicial do romance no Diário do Rio de Janeiro, para no fim desse ano, ser publicado como livro, com alterações mínimas em relação ao que fora publicado em folhetim. O Guarani reforça a visão do “bom-selvagem” com o intuito de valorizar e preservar a cultura nacional. Com 54 capítulos, o romance é dividido em quatro partes: Os Aventureiros, Peri, Os Aimorés e A Catástrofe. Com uma linguagem rica e recheada de metáforas, a história se passa em 1604 e traz as aventuras de Peri, um índio forte e corajoso, responsável pela vigilância da bela Ceci, uma jovem branca filha de portugueses.

10 – Perto do Coração – Clarice Lispector 

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A amoralidade diante da maldade. O instinto na condução da trama, com uma certa dose de automartírio. A história de Joana — não a Virgem d’Orleans, mas a personagem de Clarice Lispector nesta obra de estréia, marcou a ficção brasileira em 1944. A narrativa inovadora (ainda hoje) provocou frisson nos círculos literários. A técnica de Clarice Lispector funde subjetividade com objetividade, alterna os focos literários e o tempo cronológico dá lugar ao psicológico (o presente entremeado ao intermitente flashback).

A prosa leve discorre com fluência e fluidez nos meandros da protagonista, na sua visão de mundo e interação com os demais personagens. Tudo isso revelou Clarice Lispector como mais que mera promessa na prosa da Geração de 45. É o texto do sensível e do imaginário, ora enfrentando ora diluindo-se aos incidentes reais de Joana.

Deve-se ler a obra com instrumentos de anatomia: usa-se bisturi para dissecá-la e pinça para estudar os personagens como órgãos autônomos, que se ligam por estranhas artérias e nervos à personagem de coração e cérebro Joana. São eles: o pai prematuramente falecido, incentivador das brincadeiras na infância; a tia assustada com as estripulias da órfã, a quem chama de víbora; o tio fazendeiro, afetuoso com Joana e abúlico diante das reclamações da mulher; o professor confidente e orientador (como a paixão da puberdade); Otávio, o rapaz que se casa com Joana ao romper o noivado com Lígia, de quem posteriormente se torna amante; Lígia, grávida de Otávio, conta tudo à protagonista; o homem sem nome, sustentado pela mulher, participante silenciosa do romance clandestino e sem compromisso dele com Joana.

* Texto produzido com informações das editoras




6 respostas para “10 clássicos da literatura brasileira que você precisa ler”

  1. Luna Amil disse:

    Oi, tudo bem?
    Gostei muito dessas dicas, são leituras que eu pretendo fazer e refazer, não somente por amor a Literatura Nacional como por ser uma necessidade do meu curso.

  2. Raíssa Zaneze disse:

    Oi Jonas! Muito importante essa lista e mais ainda o aviso inicial. Sempre falo que a obrigatoriedade dos clássicos na escola, afetam o amor que poderiam ter por esses livros. Já li alguns daí, faltam outros. Mas acho que nenhum clássico nacional irá superar o meu amor por Dom Casmurro! Amo num grau!
    Ótimas dicas! Beijos

    https://almde50tons.wordpress.com/

  3. lucacreido disse:

    Nossa, q bom pensar q já li quase todos. Ficou de fora apenas A Paixão Segundo G.H., da Clarice Lispector. Vai entrar na minha lista. Agora, em relação a Guarani, sinceramente, eu retiraria da lista. Não sei… Talvez eu colocasse até Senhora, do mesmo autor, ou algum do Drumond ou Manuel Bandeira. Enfim, adorei a lista, parabéns!

  4. Oi Jonas!!
    Confesso que se fosse apenas pelos clássicos eu não seria uma leitora. Li vários na época da escola e alguns dos citado na sua lista, mas em sua grande maioria lia por obrigação e não por amor. Dos clássicos da escola, eu gostei bastante de: O Cortiço, Senhora…
    Ótima lista, principalmente como você disse, para os já familiarizados com a leitura.
    Bjs
    https://almde50tons.wordpress.com/

  5. Diego França disse:

    Oi, tudo bem?
    Olha da sua lista já li “Grande sertão Veredas” ( inclusive amo essa edição que você publicou, quero muito) e Dom Casmurro. Na minha lista está “Paixão segundo GH” (e tenho um amor por A HORA DA ESTRELA). Poderia acrescentar na sua lista “A Moreninha”, adoro ele.

    Abraço,
    Diego, Blog Vida & Letras
    http://www.vidaeletras.com.br

  6. Joyce disse:

    Já li Dom Casmurro, O triste fim de Policarpo quaresma e Memórias Póstumas de Brás Cubas. nn sou muito fã da literatura brasileira mas esses foram livros que li e gostei bastante, ótimo post!

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